Este estudo analisou 1.282.437 tweets de 792 usuários com diagnósticos autorrelatados de TDAH ou TEA para examinar diferenças em nível populacional na forma como expressam sintomas depressivos do DSM-5. Utilizando o MentalRoBERTa ajustado no ReDSM5, os pesquisadores classificaram os tweets em nove categorias de sintomas e aplicaram regressão logística com penalização L1 para distinguir entre os grupos.
- O MentalRoBERTa alcançou um macro-F1 de 0,901 em um conjunto reservado, superando o benchmark original do ReDSM5.
- A classificação entre TDAH e TEA apresentou desempenho estável, mas modesto, com ROC-AUC validado cruzadamente de 0,645-0,653.
- Problemas cognitivos, problemas de sono, mudança de apetite e fadiga tenderam ao TDAH, enquanto ideação suicida e anedonia tenderam ao TEA.
- Uma estrutura de coocorrência de sintomas amplamente compartilhada emergiu entre os grupos, sem que nenhum par atendesse ao critério para uma diferença robusta específica do transtorno.
Os achados indicam que diferenças em nível populacional na linguagem relacionada à depressão são consistentemente observadas através dos limiares de filtragem, refletindo reprodutibilidade em vez de validade clínica. Os autores concluem que esses resultados são exploratórios e não estabelecem fenomenologia diferente no nível individual.