Em colaboração com a cineasta Liz Garbus e a Primordial Soup, o Google DeepMind utilizou modelos de IA generativa para reconstruir um encontro não fotografado entre Burt e Ethelle Shatz para o curta-metragem documental "Love, Rendered". O projeto aborda o declínio cognitivo recriando uma memória específica que existia apenas na mente do casal.
A abordagem técnica envolveu dois componentes principais: usar modelos generativos para restaurar fotos em preto e branco do casal de sua juventude, e empregar modelos de captura de atuação para mapear os micro-mannerisms atuais de Burt sobre suas imagens mais jovens. Essa combinação permitiu que Ethelle atuasse como co-criadora, corrigindo detalhes como as curvas da escada e a forma dos sapatos para garantir a verdade emocional.
Os cineastas aproveitaram essas ferramentas para explorar a terapia de reminiscência, com o objetivo de reacender memórias através de estímulos sensoriais. A animação resultante foi descrita pelo casal como autêntica, demonstrando como a IA pode ajudar a preservar a história pessoal que desaparece.